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Tempo de leitura 2min
NEC
31 mar 2022

O papel da Inteligência Artificial na medicina de precisão

O avanço tecnológico na medicina em tempos recentes vem ajudando a salvar vidas e a cuidar melhor dos pacientes. Veja como a IA pode acelerar este processo

A transformação digital já é um processo em andamento em todos os principais ramos de atividade econômica, e a medicina é um dos que mais vem colhendo benefícios práticos deste momento, conhecido como Saúde 4.0. Este movimento é definido pela OMS como “o campo do conhecimento associado com o desenvolvimento e uso de novas tecnologias para melhorar a saúde, expandindo o conceito de e-Saúde para incluir consumidores digitais, abrangendo dispositivos inteligentes e equipamentos conectados à internet”. Essencialmente, isso significa que a área da saúde agora passa a contar com soluções de conectividade remota, automação, IoT, IA e muitos outros recursos que trazem dinamismo, precisão e eficiência para as ciências médicas.

Em particular, a inteligência artificial tem desempenhado um papel significativo nesta evolução, contribuindo de várias maneiras, nos mais diversos cenários, para o aprimoramento dos atendimentos.

Precisão para salvar vidas

Dentre os muitos avanços técnicos da área, a chamada medicina de precisão vem sendo especialmente valorizada, dado o tipo de benefício que ela pode gerar para o paciente. Esta prática alia os dados já convencionalmente utilizados para diagnóstico e tratamento – sinais, sintomas, histórico pessoal/familiar e exames complementares amplamente utilizados – ao perfil genético do indivíduo. Com isso, o grau de precisão dos tratamentos, assim como os resultados que eles geram, aumenta notavelmente, melhorando a qualidade de vida dos pacientes.

A importância deste segmento é expressa também pelo aumento do mercado de tecnologia associado a ele: em 2021, o tamanho do mercado de software de medicina de precisão foi avaliado em US $ 1.3B, devendo chegar a US $ 2.65B até 2027, crescendo a um CAGR de 12,03% durante o período. Este crescimento se dá pela maior oferta de novas tecnologias, bem como pelo maior número de hospitais e clínicas apostando nesta vertente da medicina; como consequência, o setor passa a gerar benefícios importantes, como:

  • Melhora no diagnóstico e na conduta médica de doenças já bem estudadas, diretamente melhorando a sobrevida, a qualidade de vida e o índice de recuperação dos pacientes
  • Evita desperdícios com condutas comprovadamente não eficazes, ganhando tempo no tratamento, o que contribui para aumentar as chances de recuperação do doente
  • Aumenta a gama de doenças que podem ser tratadas de forma efetiva, reduzindo a mortalidade na população

Visão clara, tratamento seguro

Um dos grandes trunfos da medicina de precisão está no uso de inteligência artificial para elevar o grau de efetividade em uma série de situações, impactando diretamente a qualidade do tratamento proposto para os pacientes. A seguir, três exemplos que ilustram com clareza o que ela pode proporcionar:

  • Diagnóstico por imagem: na China, a IA foi utilizada para auxiliar radiologistas a realizarem diagnósticos em menos tempo e com alta taxa de precisão, ajudando a identificar rapidamente e com mais precisão anomalias nos exames, facilitando a proposição de tratamentos de forma segura e com maior grau de certeza
  • Triagem de medicamentos: com a IA é possível analisar a necessidade de cada paciente, correlacionando-a com a fase de seu tratamento, o que traz mais precisão de doses de medicamentos e de tipos de terapia a serem indicados, melhorando o conforto do indivíduo
  • Previsão de risco de doença usando dados de variantes genéticas: o gene BRACA é um bom exemplo de uso de DNA em diagnósticos de alta precisão, pois ele considera fatores genéticos para avaliar as chances que uma pessoa tem de desenvolver câncer de mama de acordo com seu histórico. Isso permite ao indivíduo tomar medidas preventivas em caso de risco alto, assim como iniciar um tratamento imediato em caso de desenvolvimento da doença

Preparando sua estrutura para um futuro mais inteligente

Colher esses benefícios é totalmente possível atualmente, mas requer das empresas do setor preparação em sua infraestrutura para poder implantar as soluções necessárias para despertar todo o potencial da IA na medicina de precisão. Um passo crítico, por exemplo, é garantir os recursos de rede e equipamento para processamento, trânsito e armazenamento de uma enorme quantidade de dados, algo central no sucesso da IA em qualquer organização. Similarmente, é imprescindível o uso de sistemas de defesa avançados, atuando de forma integrada e em camadas, de modo a proteger com total robustez os dados altamente sensíveis dos pacientes.

Outro ponto importante está na questão da conectividade. Com o avanço da telemedicina, os recursos de IA podem ser utilizados à distância no contexto da medicina de precisão, mas dependerão de conexões extremamente rápidas e estáveis, algo que deve ser atingido com sucesso com a entrada do 5G em pleno funcionamento no futuro próximo. O Open RAN também pode ser um grande aliado, na medida em que abre espaço para novos fornecedores de soluções de equipamentos e software para conectividade de alto desempenho. Este estudo do Hospital das Clínicas em São Paulo, em parceria com a NEC, traz um olhar promissor em relação ao futuro deste segmento.

Assim, vemos com clareza que o futuro passa pela adoção de novas tecnologias, bem como a preparação das organizações da área da saúde para que possam adotá-las de forma efetiva, cumprindo com ainda mais eficiência sua missão de proteger vidas.

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