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NEC
21 out 2021

Infraestrutura: Redes submarinas do futuro serão regidas por inteligência artificial

Por Daniel Medeiros

A NEC está trabalhando numa inteligência artificial (IA) que visa equacionar remotamente atrasos na transmissão de dados (latência) na rede global de cabos submarinos, que na pandemia se tornou um desafio com o uso em massa de aplicativos de reunião e vídeo.

A solução pode ser um avanço importante na resolução de indisponibilidade decorrente do congestionamento de dados na estrutura, que, com seus 300 mil quilômetros de cabos de fibra ótica dispersos pelos oceanos e milhares de seções, conecta regiões de cloud do mundo todo, sustentando 99% do tráfego de dados do planeta.

Segundo Naoki Yoshida, vice-presidente sênior da NEC, a IA ainda não está pronta, mas sua viabilidade não é mais dúvida para a empresa. “Acreditamos que esta tecnologia pode resolver questões de latência, além de outros problemas”, disse o executivo no NEC Visionary Week, showcase tecnológico da organização com origem no Japão.

Há cerca de dois anos, a NEC apresentou um paper em que teorizou sobre a aplicação do machine learning (ML) para “ensinar” repetidores de sinal posicionados em cada segmento da rede a compensar perdas de transmissão numa abordagem alternativa ao complicado método analítico tradicional. 

A escalada do tráfego na pandemia, no entanto, obrigou as empresas do setor a acelerarem a busca por soluções. “[Quando havia uma questão de latência] alguém ia até à região do pico de tráfego para aumentar a capacidade, mas as restrições de viagem inviabilizaram o processo. Então aceleramos a adoção de soluções remotas de configuração e atualização e aumento de capacidade”, conta Vijay Vusirikala, head para redes óticas do Google.

Segundo Vusirikala, a empresa, que opera uma das maiores redes proprietárias de cabos submarinos do mundo, acelerou o desenvolvimento de aplicações de machine learning para projetar expansão de segmentos, prever picos de tráfego e atualizar as projeções de demanda segundo os novos padrões de consumo introduzidos pela pandemia. Projetos com previsão de cinco anos chegaram a ser executados em meses, afirma.

O executivo disse também que a empresa está buscando formas de associar soluções de latência e sensibilidade de fibra, além de automatizar a localização de rupturas em redes terrestres e submarinas, enquanto prossegue fazendo o aumento de capacidade de transmissão nos pontos de estrangulamento da rede.

O esforço da empresa inclui, ainda, a implantação antecipada de novos sistemas de cabos na África, América do Sul e Ásia, onde as redes são historicamente menos robustas e estão projetados os maiores crescimentos de demanda. “Nessas regiões, estamos conseguindo, inclusive, avançar na melhora da conectividade de ‘última milha’, permitindo a maior digitalização e adoção de aplicações”, explica o executivo. 

Para o head de redes óticas do Google, a transformação da infraestrutura de redes globais está só no início e deve testemunhar aumentos de escala acima dos projetados originalmente. "A combinação do cloud com redes de baixa latência, flexíveis em escala e robustas vai permitir a criação de aplicações ainda mais inovadoras."

 

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