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NEC
30 jan 2024

Identificação de Recém-Nascidos e Crianças: o próximo passo da saúde moderna

A evolução do setor de saúde tem sido notável, especialmente com o avanço da tecnologia. Esta combinação tem aberto portas para serviços mais seguros e eficientes, particularmente no que se refere à monitorização e cuidado de recém-nascidos. Diante esse cenário, o tema da identificação digital se faz ainda mais relevante.

A capacidade de acompanhar cada criança individualmente, utilizando tecnologias de identificação avançadas, não só eleva o padrão de cuidados médicos pessoais, mas também fornece dados valiosos que podem ser usados para rastrear o desenvolvimento de populações inteiras. 

Essa riqueza de informações é crucial para a formulação de políticas públicas eficazes, representando um grande avanço para as administrações de saúde. Além disso, a identificação digital de recém-nascidos não se limita apenas à segurança. Ela se estende para a criação de serviços de saúde populacionais focados nas necessidades específicas das pessoas, garantindo um futuro mais promissor para a próxima geração.

Desafios com recém-nascidos e crianças

Embora a necessidade de iniciativas de segurança para crianças dessa faixa etária esteja há muito tempo na agenda dos profissionais, apenas recentemente a evolução tecnológica possibilitou avanços significativos nesse sentido. No entanto, esse progresso também traz consigo desafios que demandam superação, evidenciando a complexidade envolvida na busca por soluções mais seguras e eficazes para a proteção infantil.

“Não Cooperativo”

Os recém-nascidos e crianças pequenas não conseguem interagir com dispositivos de identificação digital da mesma maneira que os adultos. Sua falta de compreensão e controle motor limita a capacidade de fornecer as leituras necessárias de forma consistente e precisa.

Dispositivos pouco preparados

Os dispositivos de identificação digital atuais muitas vezes não são projetados para capturar as minúcias das impressões digitais de recém-nascidos, que são significativamente menores e menos definidas do que as dos adultos. Esta limitação técnica tende a resultar em leituras imprecisas ou até mesmo na incapacidade de capturar as impressões digitais.

Reflexo palmar (Agarrar)

Uma característica comum em recém-nascidos é o reflexo palmar, onde os dedos se curvam automaticamente quando a palma da mão é tocada. Esse reflexo pode dificultar a obtenção de uma impressão digital clara, pois impede que os dedos sejam esticados e posicionados corretamente no scanner.

Superfície da pele dos recém-nascidos

A pele dos recém-nascidos muitas vezes apresenta descamação e é coberta por uma substância cerosa chamada verniz. Essas características obscurecem as linhas finas das impressões digitais, o que dificulta a obtenção de uma leitura clara e precisa.

Pele sensível e macia

A pele macia e sensível dos recém-nascidos é mais suscetível a ser comprimida e distorcida durante o contato com dispositivos de digitalização. Isso resulta em imagens distorcidas, afetando a precisão da identificação.

Características físicas mudam/aumentam de tamanho ao longo do tempo

As características físicas de recém-nascidos e crianças mudam rapidamente — incluindo o tamanho e a definição das impressões digitais. Essa constante mudança tende a afetar o histórico das capturas das digitais, criando desafios para manter um registro preciso e consistente ao longo do tempo.

Como funciona a tecnologia de identificação digital em recém-nascidos

Adicionalmente à tecnologia de identificação, há uma série de outros tópicos que precisam ser ajustados para habilitar a coleta e processamento das digitais de recém-nascidos. Como, por exemplo, a construção de equipamentos específicos que permitam uma experiência não invasiva e de alta qualidade.  

Dimensão reduzida das características biométricas

A tecnologia de identificação digital em recém-nascidos é aprimorada para capturar imagens de alta qualidade das impressões digitais, que são significativamente menores e mais finas do que as de adultos. Este sistema de alta resolução é crucial para distinguir as delicadas linhas e padrões das digitais de crianças, que diferem consideravelmente das dos adultos.

Utilização de imagens sem contato

A captura de impressões digitais sem contato é uma técnica menos invasiva e mais prática para recém-nascidos. Diferentemente das imagens por contato, cujo método envolve um contato físico direto com o scanner, as imagens sem contato são capturadas à distância, minimizando o desconforto para o bebê e reduzindo a necessidade de múltiplas tentativas de leitura. 

Esta abordagem é especialmente benéfica para a delicada pele dos recém-nascidos e ajuda a obter imagens mais claras e precisas.


Otimização do processamento de imagem

A otimização no processamento de imagem para identificação digital em recém-nascidos inclui a correlação de idades e a previsão das características biométricas ao longo do tempo. Este processo leva em conta a média da taxa de crescimento, as alterações com a idade e o fato de que crianças não têm o mesmo tamanho em todas as idades e crescem em ritmos diferentes. 

Para superar a falta de um fator de crescimento universalmente aceito, o sistema usa imagens de alta resolução (3.000 PPI) para qualquer idade, que são então transformadas para um tamanho efetivo de 500 PPI, equivalente ao de um adulto. 

Esta abordagem permite que a biometria coletada no nascimento seja parte integrante do registro biométrico da pessoa ao longo da vida.


Processamento de imagem para identificação de recém-nascidos

Na identificação de recém-nascidos, o processamento de imagem utiliza algoritmos adaptáveis à idade que são capazes de identificar padrões únicos nas impressões digitais. Esses algoritmos são projetados para serem assertivos na previsão e reconhecimento das características biométricas que mudam à medida que a criança cresce. 

Essa técnica avançada permite uma identificação mais precisa e segura, crucial para o acompanhamento da saúde e segurança dos recém-nascidos.

Estudo Piloto: Hospital Geral de Tijuana

O estudo piloto realizado no Hospital Geral de Tijuana, focou na viabilidade do uso de impressões digitais para identificação de recém-nascidos. Este projeto foi uma colaboração importante com a Universidade da Califórnia em San Diego (UCSD) e a Fundação Gates, conduzido em 2019.

O objetivo principal era determinar se as impressões digitais poderiam ser usadas de forma eficaz para identificar recém-nascidos. Para isso, o estudo coletou as impressões digitais de aproximadamente 500 crianças, incluindo 297 recém-nascidos, no Hospital Geral de Tijuana, no México.

Utilizando um dispositivo de alta resolução (3400 ppi) com processamento de imagem adaptativo à idade, o estudo alcançou resultados significativos:

  • Impressões digitais infantis (maiores de 3 dias): o estudo obteve uma Taxa de Aceitação Verdadeira (TAR) média de 96% ou melhor para um intervalo de tempo (delta) de até 180 dias. Isso indica uma alta precisão na identificação de impressões digitais de crianças um pouco mais velhas que recém-nascidas;
  • Impressões digitais de recém-nascidos (menores de 4 dias): para os recém-nascidos, a TAR média foi de 77% ou melhor para um delta de até 180 dias. Embora menor do que para crianças mais velhas, essa taxa ainda representa um nível significativo de precisão na identificação de recém-nascidos.

Estes resultados demonstram que a tecnologia de identificação digital, quando adaptada e otimizada para recém-nascidos, torna-se uma ferramenta valiosa e viável para o setor de saúde. A capacidade de identificar com precisão os recém-nascidos é crucial para o acompanhamento de sua saúde e bem-estar, e este estudo no Hospital Geral de Tijuana representa um passo importante no avanço dessa tecnologia.

Este texto destacou a importância e o potencial da tecnologia de identificação digital para recém-nascidos, enfatizando os benefícios significativos que ela oferece ao setor de saúde. Com avanços como a otimização do processamento de imagem e a utilização de imagens sem contato, torna-se possível melhorar a segurança e o acompanhamento de saúde de recém-nascidos. 

O estudo-piloto no Hospital Geral de Tijuana, conduzido pela NEC, demonstrou a viabilidade e eficácia desta tecnologia inovadora. A NEC está pronta para desenvolver e implementar soluções de identificação digital, oferecendo suporte essencial aos profissionais de saúde.

Agende uma conversa com nossos especialistas e descubra como podemos revolucionar juntos o cuidado com recém-nascidos.

 

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