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NEC
22 out 2021

Setor da aviação prioriza segurança para garantir retomada no mundo

Por Daniel Medeiros

A pandemia causada pela Covid-19 impactou em cheio o setor aéreo. A doença que se espalha por meio de um vírus foi a responsável por parar completamente, durante um período, as atividades dos aeroportos no mundo todo.

Nunca a segurança, das mais diferentes maneiras, foi tão essencial às pessoas. Para debater esse contexto e a retomada desse mercado, tendo como parâmetro a tecnologia, a NEC reuniu, num painel do evento virtual NEC Visionary Week, no dia 16 de setembro, o diretor-executivo do aeroporto de Narita (Japão), Hideharu Miamoto, o CEO da Star Alliance, entidade que congrega 26 das maiores aéreas do planeta, Jeffrey Goh, o VP da NEC, Norihiko Ishiguro, e o VP da NEC América, Jason Van Sice.

Segundo Goh, apesar dos voos domésticos já darem sinais de recuperação em níveis pré-pandêmicos em mercados como Estados Unidos e China, com a maior demanda recente por viagens de lazer, o vaivém das regras sanitárias em diferentes países deve fazer com que a retomada do setor não seja uniforme, ao menos no futuro próximo. Ele disse ainda que, apesar de a Covid-19 ter deflagrado a pior crise da história da aviação, o setor tem avançado na busca de respostas para o atual momento. De acordo com o executivo, a Star Alliance segue buscando inovações para melhorar a segurança dos voos, inclusive em relação a riscos sanitários.

Em novembro do ano passado, a entidade anunciou ter implantado nos aeroportos alemães de Frankfurt e Munique um sistema de controle de acesso baseado em tecnologia de reconhecimento facial da japonesa NEC. O sistema permite aos passageiros das empresas membros da Star Alliance acesso total ao aeroporto, do check-in ao portão de embarque, de forma automatizada, ou seja, sem tocar maçanetas, manipular cartões de embarque ou mesmo ter contato com outras pessoas.

Desde o começo de 2021, o número de passageiros que aderiram à solução vem crescendo, apesar do baixo número geral de viajantes. Ele diz ainda que a Star Alliance segue buscando novas adesões. “Esperamos poder anunciar nos próximos meses novos aeroportos, onde a solução de biometria vai estar disponível aos passageiros da Star Alliance”, diz. “Não vamos deixar a crise nos abater, em vez disso, vamos inovar e aprimorar a experiência do passageiro”.

Em prevenção à Covid-19, o Aeroporto Internacional de Narita, nos arredores de Tóquio, por sua vez, implementou em julho um sistema de reconhecimento facial para dar aos passageiros acesso automático, sem toque, apenas com o rosto, da entrada até a aeronave. Chamado Face Express, o novo sistema foi utilizado com sucesso durante os Jogos de Tóquio 2020, permitindo que viajantes fizessem o check-in, a emissão do cartão de embarque e da etiqueta de bagagem, o despacho das malas e o processo de imigração sem contato humano e risco de contaminação.

A novidade esteve disponível aos passageiros da Japan Airlines (JAL) e da All Nippon Airways, que optaram por compartilhar com as companhias suas respectivas identidades. Após o sucesso da iniciativa, no entanto, a administração do aeroporto quer que todas as companhias aéreas operantes no local façam o processamento de passageiros por biometria.

“Queremos expandir a iniciativa para outras companhias”, disse o diretor-executivo do aeroporto, Hideharu Miamoto. “Percebemos que essa tecnologia não só é útil para prevenir infecções, mas também que terá papel importante na retomada das viagens internacionais”, afirmou em sua participação no NEC Visionary Week.

Miamoto reconhece, no entanto, que o desafio de automatizar o processamento de passageiros vai muito além de implementar tecnologias para evitar que eles toquem superfícies, entrem em contato com pessoas, tenham a temperatura medida à distância ou que sejam reconhecidos usando máscaras. Para o executivo, será crucial nesse processo um entendimento nunca antes alcançado entre empresas aéreas, entidades e governos para padronizar a gestão de milhares de certificados de vacinação e testes de detecção de Covid-19, antes que os voos internacionais sejam realizados em escala pré-pandêmica. 

Miamoto cita, por exemplo, o desafio de criar um padrão internacional para testes de Covid-19 e certificados de vacinação. “Esses testes deveriam seguir padrões da Organização Mundial de Saúde e da Organização da Aviação Civil Internacional [que ainda não existem]”. 

Ainda segundo o executivo, o reconhecimento desses certificados também depende de um entendimento multilateral entre governos para que a troca dessas informações seja feita com segurança e respeito à privacidade do viajante.

A fabricante de tecnologias biométricas NEC está se antecipando à essa necessidade. Segundo Norihiko Ishiguro, vice-presidente sênior da empresa, a empresa está trabalhando em soluções de blockchain e cibersegurança para garantir a privacidade do usuário.

Ao olhar para as possibilidades do que ainda está por vir, os executivos da Star Alliance e do aeroporto de Narita vislumbram, ainda, muito potencial para a aplicação da biometria digital no segmento de viagens, como o emprego do reconhecimento facial no processo de check-in dos hotéis, no aluguel de carros e na compra de produtos no Duty Free, isso tudo sem precisar utilizar o passaporte ou o cartão do banco. “O foco é pensar em toda a jornada do viajante, desde o ponto de partida até o destino, de forma segura. Apesar do enorme baque no setor causado pela pandemia, temos feito pesquisas junto à base de clientes e o panorama é que ainda há uma forte demanda e as pessoas desejam voltar a viajar”, comenta Miamoto.

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