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Tempo de leitura 2min
12 jun 2018

Segurança na era da exposição

Imagine um mundo em que você é reconhecido automaticamente por câmeras aonde você for e que ouçam tudo o que você diz. Isso já está se tornando realidade e pode ter o mesmo efeito que a internet teve para a era da informação. Prepare-se e pense em segurança da informação, pois a era da exposição já está aqui.

Trata-se de um processo evolutivo: começamos com a revolução industrial, descoberta da eletricidade e chegamos na transmissão de dados e informações. A próxima etapa desse processo, com a facilidade de “fluir” informação, é a exposição. Muitos podem tentar impedi-la através de censura forçada (por exemplo, por lei) ou forjada, suprimindo as supostas fake news (desinformações, em português) ou hate speech (declaração odiosa) como tentam fazer empresas de redes sociais. Mas quem define o que é fake news, hate speech ou pura e simples opinião respeitosa? Podemos confiar na decisão dessas empresas ou algoritmos criados para este fim? Aliás, elas podem censurar?

Deixar as pessoas se comunicarem respeitosamente e decidirem o que querem ver ou não, é o melhor caminho; não a censura. Isso implica em maior exposição. Logo, é preciso ficar ciente de que hoje sua troca de informação com o mundo, privacidade e segurança da informação em geral requerem atenção redobrada para mitigar efeitos negativos e/ou aproveitar oportunidades de melhoria para a sociedade e para você. Se pararmos para refletir, exemplos de exposição não faltam em vários âmbitos:

Empresarial

A Tidal, serviço de streaming de música, foi exposta por supostamente forjar o número de vezes em que certas músicas foram reproduzidas pelos seus usuários. Há consequências desastrosas desta informação caso seja verídica, tais como: investidores se sentindo enganados, carreiras de artistas afetadas negativamente e desconfiança dos usuários no serviço online. Neste caso, a empresa precisa expor empiricamente como chegou aos resultados e seus usuários confirmarão (ou não) se os dados foram falsificados, o que impactaria negativamente a confiança do mercado nesta.

Cidadãos

Já aconteceram também casos de vazamentos de fotos de smartphones ou hacking em serviços de armazenamento online que, depois que tais documentos são divulgados na internet, dificilmente são eliminados: ficam expostos em várias cópias pelo mundo. Não é possível apagar todas, mesmo que os infratores sejam punidos.

Governamental

Do ponto de vista positivo, a exposição pode ser boa para a sociedade, como tem acontecido no Brasil. Poucos tinham ideia do tamanho da corrupção que vinha ocorrendo no país. A operação Lava Jato, através de investigações, expôs pessoas e empresas envolvidas em atos ilegais. Com o recente aprovado Sistema Único de Segurança Pública (SUSP), no qual dados e informações são compartilhadas de forma ágil e integrados entre as forças de segurança, estas investigações tendem a crescer.

Daqui para frente

A era da informação começou “tímida” com jornais impressos, rádio e televisão. Com a internet, esta parece ter chegado ao seu ápice, com tanta informação que começa a ficar difícil separar o que é verdade do que é forjado. A exposição é apenas o reflexo de toda essa enxurrada de informações que muitas vezes é difícil de conter e é por isso que precisamos repensar a segurança destas visando essa nova realidade.

O que podemos fazer para contribuir positivamente nesse sentido? Estamos contribuindo para a solução ou para o problema? Temos consciência dos nossos atos acerca das nossas informações ou deixamos a responsabilidade para "as autoridades"? Essas são apenas algumas perguntas que precisamos fazer e achar uma resposta.

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