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02 dez 2020

Contra covid-19, biometria ganha novas aplicações em aeroportos

Nos últimos meses, os passageiros que utilizam os aeroportos do estado norte-americano do Hawaii têm a temperatura corporal medida à distância pelas câmeras de vigilância que dão acesso aos portões de embarque e desembarque, sem contato físico ou proximidade com funcionários do local. 

O mesmo sistema de vigilância também foi adaptado para realizar, se necessário, a identificação biométrica dos passageiros com máscaras, dando a eles acesso automatizado a portões de embarque, desembarque e áreas vips de empresas aéreas sem a necessidade de manipular cartões de embarque, portas e maçanetas.

Essas são algumas das inovações que a pandemia de covid-19 trouxe ao setor de tecnologias de identificação biométrica para prevenir o contágio do novo coronavírus, apresentadas durante o NEC Visionary Week, evento organizado pela multinacional japonesa de tecnologia NEC, este ano em formato virtual.

O sistema descrito foi desenvolvido pela NEC em parceria com a Star Alliance, aliança global que reúne 26 das maiores companhias aéreas em atuação no mundo e conta com representantes de mais de 1300 aeroportos, com o objetivo de tornar a experiência de viagem do passageiro mais fluida, conceito que o setor chama de “seamless”, com a adoção de tecnologias biométricas.

“A pandemia nos proporcionou a oportunidade de realizar inovações em nossas tecnologias de identificação biométrica, de forma a continuar nossa busca por crescimento também na aviação”, afirmou o vice-presidente sênior da NEC Corporation of America, Raffie Beroukhim, mostrando-se otimista mesmo diante da maior crise da história do setor. 

Um outro exemplo de aplicação é o que vemos no case da NEC nos 5 Principais Aeroportos do Havaí

 

Embora a medição de temperatura à distância e o controle de acesso de passageiros sem toque sejam na era covid-19 atributos extremamente relevantes dos sistemas biométricos nos aeroportos, o setor de aviação vê na tecnologia um importante recurso na transformação da experiência de viagem do futuro quando a exigência de segurança sanitária não for mais tão relevante como agora.

O CEO da Star Alliance, Jefferey Goh, que dividiu o painel com Beroukhim, entende que, num futuro próximo, a identidade biométrica deve ser usada em larga escala não só para fazer o check-in automático na entrada do aeroporto, mas também para acelerar o processamento na alfândega, fazer compras no duty free, a exemplo da solução já desenvolvida pela NEC disponível aos passageiros da Lufthansa e da Swiss Air nos aeroportos de Munique e Frankfurt. 

Para o executivo, a biometria tem aplicações também fora do aeroporto, para alugar um carro, fazer check-in num hotel ou compras durante a viagem, numa experiência que chama pessoalmente de transactional seamless ou fluidez transacional.

Goh reconheceu que, embora a tecnologia já permita esse tipo de aplicação, ainda é necessário amadurecer o ambiente regulatório global para que as pessoas possam confiar que suas informações biométricas serão preservadas, usadas para propósitos legais e, principalmente, sob seu consentimento.

“É muito importante buscar formas de assegurar os passageiros que suas identidades jamais sejam violadas, como no uso de um passaporte falso, por exemplo, e que possam decidir em que países e situações usar suas identidades, talvez armazenadas em seus smartphones”, conclui o CEO da Star Alliance.

Parte dessa inovação, já está a caminho. A NEC está trabalhando numa plataforma de identidade biométrica segura e configurável a partir do celular, que será apresentada em breve para a Star Alliance, afirmou Raffie Beroukhim. 

“Imagine, por exemplo, se pudéssemos integrar as lojas no duty free, as empresas de aluguel de carro, todo esse ecossistema, e se, em vez de usar dinheiro, utilizássemos milhas para efetuar essas vendas. Seria mais conveniente? Aumentariam as vendas? Tudo isso está no nosso radar”, afirmou o executivo da NEC.

Este texto é de autoria do jornalista Daniel Medeiros.

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